• Bianca Péres

Previdência Privada

Atualizado: 8 de Mar de 2019



Ter uma previdência privada é se planejar hoje, para ter um futuro tranquilo, seguro e desfrutar da vida na melhor idade.


Mas você sabe o que é previdência privada?

No Brasil, a cultura de pensar e se prevenir para o futuro é relativamente nova se comparado com países da Europa. A previdência privada surgiu mais especificamente na Alemanha em 1880, quando o Chanceler Otto Von Bismarc criou uma espécie de seguro obrigatório que protegia os trabalhadores no caso de problemas de saúde, acidentes de trabalho, invalidez e envelhecimento.

O benefício era custeado pelos próprios trabalhadores que tinham descontado de seus salários uma contribuição, parte pelos empregadores e parte pelo Estado. Para ter direito ao benefício, os empregados precisavam estar filiados as entidades de socorro mútuo, que na época foram as primeiras seguradoras.

Assim nascia a previdência privada.

Esse conceito de poupar para garantir o futuro, como se percebe é de longa data lá fora, mas só tomou corpo realmente no Brasil em 1919, com a Lei de Acidentes Pessoais e se firmou em 1923 com a Lei Eloy Chaves que foi considerada o marco inicial e oficial da socialização da previdência. Já a previdência privada, só se consolidou em 1976 com a elaboração do Código da Previdência Privada.


Mas como funcionam hoje os planos de previdência privada?

Um plano de previdência privada ou previdência complementar, como também são chamados, para que possam ser oferecidos, primeiro devem passar por um cálculo do quanto é necessário se poupar mensalmente, para acumular uma quantia estipulada que possa garantir uma determinada renda, por um número de anos, com base na estimativa de vida que alguém tem ainda por vir, após cessar o período de trabalho.

É o que é chamado de aposentadoria.

Os cálculos para se chegar a esse valor, levam em conta uma série de fatores, que utilizam dados estatísticos, como a expectativa de vida das pessoas, projeções de taxas de juro para os próximos 10, 20 e até 30 anos, como também o tipo de estrutura familiar, levando em conta para a estimativa, dados como casamento, filho e idade dos cônjuges.

Com base nesses dados, é que resulta o valor da contribuição da previdência privada que será cobrada mensalmente através de débito em conta ou por meio de boleto. A junção dessas contribuições formará um fundo reserva, que sofre correções com juros acima do praticado por exemplo pela caderneta de poupança, pois como se trata de um fundo criado para rentabilizar a longo prazo, o qual não deve sofrer retiradas, pois seu objetivo é garantir uma aposentadoria lá na frente.


Quais as taxas cobradas por um fundo de previdência complementar?

São duas as principais taxas cobradas em um fundo de previdência complementar. As taxas de administração e carregamento.

Na taxa de administração, a cobrança incide sobre o montante de todo o patrimônio acumulado pelas contribuições, o que a torna a mais cara das duas. É o que se paga pelo serviço de administrar o fundo de investimento de um plano de previdência privada.

a taxa de carregamento é descontada sobre cada contribuição feita e serve para cobrir as despesas administrativas para gerir um plano de previdência privada.

Ainda em alguns planos de previdência, é cobrada a taxa de saída. Essa taxa seria um tipo de pedágio a ser pago quando se resgata o montante do fundo antes do prazo determinado que resultaria na aposentadoria. Fim para o qual foi criado o plano.


E quais são os tipos de previdência privada que existem?


Existem planos de previdência privada de entidades fechadas e abertas.

Os de entidade fechadas, são aqueles oferecidos por empresas a seus funcionários, por exemplo. Só podem participar deles, quem trabalha em tal empresa.

Já os de entidade aberta, são aqueles oferecidos por bancos, seguradoras e corretoras e podem ser comercializadas a qualquer um que queiria ter um plano de previdência privada. E os planos de entidade aberta, por sua vez, se dividem em dois tipos. Os PGBL e VGBL.

Os planos no formato Plano Gerador de Benefício Definido (PGBL), são aqueles que permitem o abatimento dos aportes realizados anualmente, na declaração anual completa do Imposto de Renda. Lembrando que se trata apenas de dedução do IR e não de isenção e a dedução só se torna possível se existem também contribuição ao INSS ou qualquer tipo de contribuição a uma previdência social oficial ligada ao Governo.

Quanto aos planos no formato Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), não permitem o abatimento do Imposto de Renda, pois é indicado para quem faz a declaração simplificada ou é isento. Também é indicado para aqueles que já tem um PGBL, mas mesmo assim, deseja investir mais do que 12% de sua renda anual bruta em previdência privada.


Saiba como são rentabilizados os planos de previdência privada

As regras de investimento dos planos de previdência privada, sempre foram mais rígidas e conservadoras, devido ao objetivo para o qual o plano foi criado. Se a intenção é se prevenir para o futuro, não faria sentido que um plano assim tivesse um alto risco em suas aplicações. Mas recentemente, essas regras foram abrandadas e se tornaram um pouco mais flexíveis, possibilitando por exemplo um percentual maior de aplicação em carteira de ações que passou de 495 para 70% no varejo.

Os tipos de aplicações são bem variados, podendo um plano de previdência privada, aplicar em carteiras de renda fixa, em papéis do Tesouro Nacional, que são a maioria e os mais usuais. Mas também há aqueles que apliquem em Certificados de Operações Estruturadas (COE) e fundos com cotas que são negociadas na Bolsa de Valores, podendo ainda aplicarem até 10% em ativos indexados à moeda estrangeira no exterior.


Como funciona a tributação nos planos de previdência privada

Justamente por ser um investimento de longo prazo, os planos de previdência privada possuem vantagens fiscais em relações a outros.

Um deles é a possibilidade de dedução na declaração completa do Imposto de Renda dos valores contribuídos até um percentual de 12% da renda anual, no que se referir a previdência.

Outra é a tributação no resgate. Ou seja, quando contrata um plano de previdência privada, a pessoa pode optar por dois tipos de tributação quando for resgatar o montante.

São os resgates tributados pelas tabelas progressiva e regressiva.

Na tabela progressiva, a isenção segue uma faixa de valores percentuais que vão desde a isenção, até 27,5%, sendo a mesma tabela utilizada para desconto de IR em salários. Esse tipo de tabela é vantajoso para quem recebe valores baixos ou tem despesas que possam ser abatidas do Imposto de renda, como por exemplo, plano de saúde.

Já na tabela regressiva, como o próprio nome já diz, os valores de dedução são regressivos conforme o tempo em que os recursos permanecem aplicados. Quanto mais tempo as contribuições ficam no fundo do plano de previdência, menor será a alíquota percentual de desconto do Imposto de renda. A tabela começa com uma alíquota de 35% para retirada nos dois primeiros anos e passa a cair 5 pontos percentuais a cada mais dois anos que os valores permanecem aplicados, chegando a um mínimo de 10 % após os primeiros 10 anos.

Uma outra vantagem é para quem por não ser assalariado ou não utilizar a declaração completa, opta pelo VGBL. Nessa modalidade de plano de previdência privada, no resgate, a tributação ocorre somente sobre o rendimento e não sobre o montante total. Uma bela vantagem se comparado aos fundos de investimento.


Dicas importantes para quem pensa em contratar um plano de previdência privada



Para quem deseja realmente contratar um plano de previdência privada é ideal atentar-se a alguns pontos para aplicar o dinheiro que será o investimento no seu futuro.

Uma dica é ficar atento às taxas cobradas. Existem bancos e instituições que cobram taxas mais em conta para administração e alguns até isentam o cliente da taxa de carregamento. Mas também há lugares que podem cobrar a taxa de saída em contraponto, então sempre estar alerta e com o lápis na ponta do dedo para fazer cálculos é essencial para não perder dinheiro.

Outro ponto a se atentar é o prazo para resgate. Em qualquer um dos dois planos, tanto o PGBL como o VGBL, se o resgate for feito antes de 10 anos, a mordida do leão referente a dedução de IR, pode ser alta se a tabela escolhida for a regressiva. Por isso planeje tudo com cuidado e atenção, sempre fazendo cálculos para ver o que vale mais apena.


Já pensou em fazer um plano de previdência privada?

Com as informações passadas, já é possível ter uma ideia do que é e como funciona um plano de previdência privada. Mas caso queira contratar um, sempre é bom consultar um especialista no assunto que poderá abordar cada item ou dúvida de maneira mais detalhada para que não restem dúvidas na hora de contratar.

Então se tem dúvidas ou quer mais informações, clique aqui e entre em contato conosco que teremos prazer em ajudar. Ao ficar por dentro do assunto sentirá mais segurança para investir seu dinheiro de forma inteligente na garantia de seu futuro.


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